Está chegando a Hora. No próximo dia 27, as luzes de diversos pontos do país — de monumentos a prédios públicos — vão ser apagadas por 60 minutos ( de 20h 30m às 21h30m) em adesão ao evento internacional Hora do Planeta, que busca chamar a atenção para as mudanças climáticas.É a segunda vez que o Brasil participa da iniciativa, criada pela rede WWF, que este ano tem como objetivo também conscientizar a sociedade sobre a necessidade de preservação dos recursos naturais, em pleno Ano Internacional da Biodiversidade. Por isso, o urso panda Mei Lan, que vive na cidade chinesa de Chengdu, foi adotado como o embaixador mundial da Hora do Planeta 2010. O animal também é o símbolo do WWF.
— Como diz o nome, o aquecimento é global e também tem um forte impacto na biodiversidade do planeta. Por isso, quisemos fazer essa ligação este ano, já que estamos no Ano Internacional da Biodiversidade — explica Regina Cavini, superintendente do WWF e coordenadora da Hora do Planeta.
Em 2009, a Hora do Planeta teve a participação de quase um bilhão de pessoas em todo mundo, algo que o secretáriogeral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, classificou como “a maior demonstração pública de preocupação com o aquecimento global já feita”. O Rio foi a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento.
A Hora do Planeta aconteceu pela primeira vez na Austrália, em 2007, como um movimento local, realizado em Sydney, contando com a participação de dois milhões de pessoas. No ano seguinte, já funcionando em âmbito global, um pulo: o evento teve a adesão de 50 milhões de pessoas em todo o planeta.
Este ano, mais de 70 países participam.
Cristo Redentor e orla de Copacabana apagarão luzes A participação do Brasil é considerada fundamental pelos organizadores. Apesar de ser dono de uma matriz energética limpa — 85% do território nacional é abastecido por hidrelétricas — e ter um baixo consumo per capita de energia, a dívida do país com o clima mundial se dá através do desmatamento. A devastação das florestas — principalmente a amazônica — responde por 75% das emissões de CO2 do Brasil.
— Foi muito importante projetar a imagem do Brasil como um país atento às mudanças climáticas — conta Regina.
— Graças à participação do ano passado, foi claro para o mundo que a população do país está antenada com a questão do aquecimento global e seus efeitos no meio ambiente.
No Rio, o Cristo Redentor e a Praia de Copacabana serão alguns dos símbolos da cidade que terão suas luzes apagadas, bem como o prédio da Fiocruz e o Pão de Açúcar. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, acontecerá uma vigília à luz de velas. E o Planetário vai aproveitar a ocasião, e o céu menos iluminado, para estimular o interesse pela astronomia com uma programação especial.
A notícia é do jornal O Globo, 19-03-2010.


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