Toda a AÇÃO a favor da vida é LITURGIA, no sentido amplo da palavra. É participação no serviço libertador de Jesus. Sendo isto Liturgia, será preciso ainda CELEBRAR? Não basta apenas AGIR, lutar a favor da vida para sermos seguidores de Jesus e coerentes com seu evangelho, cuja lei é o AMOR?O que é mesmo Liturgia-celebração? Qual sua importância para a Liturgia-vida?
Celebrar é uma ação comunitária, festiva, que tem a ver com tornar célebre, importante, inesquecível, é destacar do cotidiano, é ressaltar o significado, o sentido profundo que um acontecimento ou pessoa tem para um determinado grupo.
Todos temos necessidade vital de celebrar, assim como temos necessidade de pensar, de agir, de nos relacionar, de comer e beber... Como seres humanos, somos essencialmente celebran-tes. Em todos os tempos e variadas culturas, os povos encontram momentos e formas diversas de celebrar para expressar e apro-fundar o sentido da vida.
Gostamos de comemorar o nascimento de uma criança, o aniversário, o casamento, uma vitória conquistada, os gols de nosso time de futebol, uma data cívica... Celebramos não só momentos felizes ou extraordinários, mas também os tristes e até os mais corriqueiros que tecem nosso cotidiano e consideramos importantes, como a doença, a morte, um acidente, a visita de amigos, uma colheita, uma reconciliação... Ao celebrar estamos ressaltando o significado deles para nossa vida.
Para celebrar usamos gestos, ações simbólicas, ritos e Palavras que expressam o que pensamos, o que acreditamos, o que desejamos, o que esperamos, o que amamos ou rejeitamos... enfim, a visão que temos da pessoa, do mundo, da sociedade, de Deus... Nossas crenças, nossas convicções, nossa identidade como grupo, como povo... É só pensar nos símbolos, gestos, ritos e Palavras que usamos num carnaval, numa festa de aniversário, de casamento, de Folia de Reis, num batizado.
Na caminhada de fé do povo da Bíblia, encontramos mui-tos momentos celebrativos. Ao celebrar, o povo de Israel fazia me-mória das ações que Deus realizava em seu favor no passado, as reconhecia no presente e alimentava a certeza de sua fidelidade no futuro.
O próprio Jesus quis tornar célebre, inesquecível todo o seu trabalho a favor da humanidade. Ele expressou com a ação simbólica de uma refeição, a CEIA PASCAL, o significado profundo de toda sua vida e missão: “sua Liturgia-vida”.
Ele antecipou com um rito, a doação de sua vida na cruz, preparou-se e preparou seus discípulos para viverem a HORA da entrega e de amor sem limites.
A Liturgia-celebração e a Liturgia-vida foram insepará-veis na vida do povo de Deus, na vida de Jesus, na vida dos primeiros cristãos, assim como devem ser inseparáveis na vida de nossas comunidades.
Celebrar a Liturgia é, portanto, expressar com gestos, símbolos e palavras a Liturgia-vida; é tornar célebre, inesquecível a ação que o Pai realizou em Jesus e através dele a toda a humani-dade e continua hoje, em nós e através de nós e de todos que aderem ao projeto do Reino pela força e animação de seu Espírito.
Maria de Lourdes Zavarez, é leiga, liturgista, membro da equipe de articulação nacional da Rede Celebra. (Fonte: Liturgia em Mutirão I, Edições CNBB, Brasília, 2007)
Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos:
1) O que é mesmo celebrar a Liturgia?
2) Converse com as pessoas de sua comunidade sobre o que buscam na celebração e o que realmente encontram.
3) O que se deve fazer para que a celebração litúrgica seja cada vez mais expressão da Liturgia-vida?
IMPRIMA ESTE TEXTO
Gostamos de comemorar o nascimento de uma criança, o aniversário, o casamento, uma vitória conquistada, os gols de nosso time de futebol, uma data cívica... Celebramos não só momentos felizes ou extraordinários, mas também os tristes e até os mais corriqueiros que tecem nosso cotidiano e consideramos importantes, como a doença, a morte, um acidente, a visita de amigos, uma colheita, uma reconciliação... Ao celebrar estamos ressaltando o significado deles para nossa vida.
Para celebrar usamos gestos, ações simbólicas, ritos e Palavras que expressam o que pensamos, o que acreditamos, o que desejamos, o que esperamos, o que amamos ou rejeitamos... enfim, a visão que temos da pessoa, do mundo, da sociedade, de Deus... Nossas crenças, nossas convicções, nossa identidade como grupo, como povo... É só pensar nos símbolos, gestos, ritos e Palavras que usamos num carnaval, numa festa de aniversário, de casamento, de Folia de Reis, num batizado.
Na caminhada de fé do povo da Bíblia, encontramos mui-tos momentos celebrativos. Ao celebrar, o povo de Israel fazia me-mória das ações que Deus realizava em seu favor no passado, as reconhecia no presente e alimentava a certeza de sua fidelidade no futuro.
O próprio Jesus quis tornar célebre, inesquecível todo o seu trabalho a favor da humanidade. Ele expressou com a ação simbólica de uma refeição, a CEIA PASCAL, o significado profundo de toda sua vida e missão: “sua Liturgia-vida”.
Ele antecipou com um rito, a doação de sua vida na cruz, preparou-se e preparou seus discípulos para viverem a HORA da entrega e de amor sem limites.
A Liturgia-celebração e a Liturgia-vida foram insepará-veis na vida do povo de Deus, na vida de Jesus, na vida dos primeiros cristãos, assim como devem ser inseparáveis na vida de nossas comunidades.
Celebrar a Liturgia é, portanto, expressar com gestos, símbolos e palavras a Liturgia-vida; é tornar célebre, inesquecível a ação que o Pai realizou em Jesus e através dele a toda a humani-dade e continua hoje, em nós e através de nós e de todos que aderem ao projeto do Reino pela força e animação de seu Espírito.
Maria de Lourdes Zavarez, é leiga, liturgista, membro da equipe de articulação nacional da Rede Celebra. (Fonte: Liturgia em Mutirão I, Edições CNBB, Brasília, 2007)
Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos:
1) O que é mesmo celebrar a Liturgia?
2) Converse com as pessoas de sua comunidade sobre o que buscam na celebração e o que realmente encontram.
3) O que se deve fazer para que a celebração litúrgica seja cada vez mais expressão da Liturgia-vida?


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