Representantes de organizações cristãs presentes na Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática, reunida em Cochabamba de 19 a 22 de abril, destacaram, numa declaração ecumênica, a função positiva que religiões e a espiritualidade podem desempenhar para uma coexistência mais harmoniosa entre a humanidade e a natureza.
Digite aqui o resto do post Mais de 10 mil pessoas, muitas das quais pertencem a povos indígenas, assistiram à Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática. O evento contou com o apoio do presidente da República, Evo Morales. A sessão de encerramento do encontro celebrou o Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril.
“A mudança climática é o produto de uma mentalidade humana que considera a natureza como objeto de dominação, exploração e manipulação, e o ser humano como seu dono e medida”, diz a declaração.
A mensagem reconhece que “uma interpretação da tradição judaico-cristã contribuiu na história para fomentar esse tipo de antropocentrismo e a exploração sem misericórdia da natureza, interpretando de forma errônea a responsabilidade de ser ‘cuidador’ e advogado da criação, encomendada pelo Criador”.
A declaração continua exigindo uma nova espiritualidade de coexistência respeitosa, forjada num diálogo entre os povos da terra. O texto faz parte da contribuição que uma coligação de organizações cristãs trouxe à conferência.
A coligação organizou também painéis sobre as religiões – especialmente o cristianismo – e a mudança climática, bem como a apresentação de publicações recentes sobre o tema. Participam do encontro o Conselho Mundial de Iglesias (CMI) e suas igrejas membros da Bolívia, o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e o Instituto Superior Ecumênico Andino de Teologia (ISEAT).
"A Conferência dos Povos ofereceu a oportunidade de escutar os que serão os mais afetados pela mudança climática", disse o encarregado do programa do CMI sobre a mudança climática, Guillermo Kerber.
"O CMI a considera um instrumento para construir um consenso mundial sobre a mudança climática e para apresentar as perspectivas de protagonistas que não foram escutados suficientemente no processo de negociação das Nações Unidas, tais como os povos indígenas", afirmou.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 25-04-2010.
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“A mudança climática é o produto de uma mentalidade humana que considera a natureza como objeto de dominação, exploração e manipulação, e o ser humano como seu dono e medida”, diz a declaração.
A mensagem reconhece que “uma interpretação da tradição judaico-cristã contribuiu na história para fomentar esse tipo de antropocentrismo e a exploração sem misericórdia da natureza, interpretando de forma errônea a responsabilidade de ser ‘cuidador’ e advogado da criação, encomendada pelo Criador”.
A declaração continua exigindo uma nova espiritualidade de coexistência respeitosa, forjada num diálogo entre os povos da terra. O texto faz parte da contribuição que uma coligação de organizações cristãs trouxe à conferência.
A coligação organizou também painéis sobre as religiões – especialmente o cristianismo – e a mudança climática, bem como a apresentação de publicações recentes sobre o tema. Participam do encontro o Conselho Mundial de Iglesias (CMI) e suas igrejas membros da Bolívia, o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e o Instituto Superior Ecumênico Andino de Teologia (ISEAT).
"A Conferência dos Povos ofereceu a oportunidade de escutar os que serão os mais afetados pela mudança climática", disse o encarregado do programa do CMI sobre a mudança climática, Guillermo Kerber.
"O CMI a considera um instrumento para construir um consenso mundial sobre a mudança climática e para apresentar as perspectivas de protagonistas que não foram escutados suficientemente no processo de negociação das Nações Unidas, tais como os povos indígenas", afirmou.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 25-04-2010.


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