quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NÚMERO DE PROPOSTAS CAUSA POLÊMICA NA CONFECOM

O número de propostas sugeridas pela Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) causou polêmica na aprovação do regulamento da Conferência. Estava previsto que cada um dos 15 Grupos de Trabalho, formados por 40% da sociedade civil, 40% da sociedade civil empresarial e 20% do poder público, deveria apresentar sete propostas, que renderia um documento com 105 sugestões para votação do plenário. Nesta terça-feira (15/12), em debate acalorado, o número passou para dez propostas.

A reportagem é de Izabela Vasconcelos e publicada pelo sítio comunique-se, 15-12-2009.

A sugestão de aumentar as propostas partiu do jornalista Renato Rovai, editor da Revista Fórum. O jornalista defendeu que dessas 10, quatro propostas sejam da sociedade civil, quatro da sociedade civil empresarial e duas do governo. A ideia foi apoiada pelo 1º vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schröder. Colocada em votação, a maioria dos delegados aprovou a proposta. Com isso, 150 e não mais 105 propostas, serão encaminhadas ao plenário.

O regulamento já deveria ter sido aprovado no dia 14, antes da abertura da Confecom, mas diante de uma questão colocada pela Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), que representa a Rede TV! e Band, a votação foi adiada para hoje, o que atrasou o evento. A organização defendia o voto qualificado para a apresentação das propostas.
Próximos passos

Nesta tarde, os 1.684 delegados, observadores, convidados e a imprensa devem participar dos Grupos de Trabalho. O regulamento inicial excluía a mídia da cobertura dos Grupos de Trabalho, mas a inclusão foi aprovada pela maioria dos delegados, na manhã desta terça-feira.

A partir de amanhã o evento parte para a plenária final, que se encerra na quinta-feira (17/12), com as propostas que serão encaminhadas ao Congresso Nacional.

Na segunda, na noite de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incentivou os delegados. “Sem conhecer o resultado, eu posso dizer, pelo que eu conheço da sabedoria de vocês: vocês irão tirar como documento para que a gente possa enviar ao Congresso e fazer a regulamentação... talvez não melhor que, individualmente, algum companheiro ou companheira queria, mas eu não tenho dúvida nenhuma de que vocês vão tirar daqui, extrair o melhor que a sociedade brasileira já foi capaz de fazer no nível da comunicação”, declarou.

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