O evento reuniu, desde sexta-feira, 13 a domingo,15, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo, 150 representantes de seis organismos da Igreja: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) e a Comissão Nacional dos Diáconos (CND). O evento é realizado a cada dois anos, é convocado pela CNBB.
Na abertura da 8ª Assembléia dos Organismos do Povo de Deus, hoje, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Geraldo Lyrio Rocha, ressaltou que o encontro fortalece a comunhão da Igreja, marcada também pelas diferenças.
“A Assembléia Nacional dos Organismos do Povo de Deus é expressão da realidade da Igreja no Brasil, como povo de Deus. Ela fortalece a igualdade, que vem do batismo, sem esconder as diferenças, que vêm da diversidade das funções e ministérios”, disse dom Geraldo. "Ela se constitui num momento de busca do fortalecimento da comunhão eclesial e da responsabilidade que pesa sobre nós por causa dos dons e carismas que temos", acentuou.
A manhã de sábado, 14, foi dedicada ao estudo do tema “vocação. Os participantes da Assembléia dos Organismos do Povo de Deus debateram os temas vocação e missão. O primeiro foi discutido na parte da manhã. Cada um dos cinco organismos presentes na assembléia teve dez minutos para falar sobre seus trabalhos.
“A vocação tem origem divina; Deus é quem toma a iniciativa e nos chama desde a sua gratuidade”, disse o assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima, durante sua conferência. “A vocação é um processo que se passa no âmbito mais profundo da pessoa. Decisiva é a resposta que cada um é chamado a dar ao apelo de Jesus por meio da Igreja em continuar a missão no mundo”.
Segundo padre Reginaldo, há uma estreita relação entre vocação e missão. “Na Bíblia, toda vocação é para a missão e esta pressupõe um chamado, a vocação”, ressaltou. “A missão não é um acréscimo ou extensão da vocação, mas um componente essencial quer seja ela leiga, religiosa ou sacerdotal. A missão faz parte do DNA de toda e qualquer vocação”, afirmou.
O presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Carlos Francisco Signoreli, ressaltou a importância de se considerar a vocação do leigo na Igreja e no mundo. “Não há vocação auxiliar à outra. Não há suplência nos ministérios. Gostaríamos [Os leigos] de não ser colaboradores de vocação nenhuma, mas de viver nossa própria vocação”, disse Signoreli.
Signoreli lembrou, também, o papel dos leigos na sociedade. “Somos a Igreja no coração do mundo. Queremos ser também o mundo no coração da Igreja e trazer os valores do mundo que devem permear a Igreja”, afirmou. “Temos orgulho de constituir a Igreja no Brasil”, concluiu.
Durante o encontro, os organismos discutiram como aprofundar a comunhão na Igreja a partir da vocação e da missão que os caracterizam. Várias pistas foram apontadas pelos participantes que serão sintetizadas e sistematizadas num documento a ser divulgado posteriormente. O documento recolherá também o conteúdo das conferências proferidas a partir do tema que norteou o encontro.
Na celebração final, dom Dimas secretário geral da CNBB ressaltou o papel destes organismos e dos cristãos num mundo “que parece mais fruto da ação humana do que da ação de Deus”. “Somos chamados a ser parceiros de Deus no processo de análise da realidade”, disse. “Somos chamados a ensinar o caminho da justiça a nossos irmãos”, acrescentou.





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