Mobilizações populares estão acontecendo em todo o Brasil para a 16ª edição do Grito dos Excluídos. Em São Paulo, no Sudeste do país, a situação não é diferente. Moradores da Região Episcopal Brasilândia - Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de Santo André, se preparam para a 13ª edição da Romaria a pé para o Grito, que será realizada na próxima segunda-feira (6).
Com o tema "Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular", o objetivo dos romeiros é reivindicar a garantia de direitos dos povos desfavorecidos. O Grito dos Excluídos e Excluídas acontece sempre na semana em que é comemorada a Independência do Brasil, 7 de setembro.
"Nas nossas caminhadas, Brasilândia e Santo André caminham e sonham por: trabalho, saúde, na luta por terra, moradia, regularização e urbanização das favelas, contra a violência e morte do povo e da juventude, na preservação do meio ambiente, contra os lixões, contra os pedágios, ao acesso de estruturas de Lazer & Cultura, entre outras lutas", enfatiza a convocatória da Romaria.
A atividade inicia no Jardim Damasceno, região Brasilândia, passando por cinco Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Durante a 13ª Romaria a pé, agentes das pastorais, militantes de movimentos sociais e lideranças das CEBs, percorrerão as ruas da periferia até o centro de São Paulo, com o propósito de denunciar as injustiças sociais da região. À noite, a romaria chega à Casa de Oração do Povo, no centro da cidade, juntando-se aos moradores em situação de rua para participar da celebração religiosa.
Já na terça-feira (7), Dia da Independência do país, após participarem de uma missa na Catedral da Sé, os romeiros se unem ao 16° Grito dos Excluídos, que caminhará até o Monumento da Independência no Ipiranga. No local será realizado um ato público em defesa da vida, dos direitos dos cidadãos e, em especial, pelo Plebiscito Popular pelo limite de propriedade de terra no Brasil.
Os participantes são cristãos que já coletaram assinaturas para a campanha Ficha Limpa, e costumam se organizar para cobrar a garantia de seus direitos e a criação e execução de políticas públicas que correspondam com as demandas da periferia da cidade.
"Nós caminhamos em romaria porque sonhamos com a vida respeitada, com a terra e o pão partilhados, nossas crianças na escola, acesso digno ao trabalho, saúde, lazer... O melhor jeito de sonhar é de olhos abertos. Sonhar é visualizar hoje o que queremos que se torne uma realidade, amanhã", ressaltam.
Tatiana Félix - Jornalista da Adital
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