O grupo dos Metodistas Confessantes, que congrega 175 pessoas, entre leigos e clérigos, encaminhou pedido ao 19o Concílio da Igreja Metodista, agendado para julho de 2011, em Brasília, pedindo a anulação da decisão de retirar a denominação dos organismos ecumênicos que contam com a participação da Igreja Católica.
A decisão, alegam os Metodistas Confessantes, fere os princípios fundamentais do Evangelho e da tradição metodista, além de inserir a igreja “anacronicamente em um ambiente de exclusão de pessoas por seu credo”.
O grupo lembra o Plano de Vida e Missão, adotado em 1982 e que trata da herança wesleyana, o qual afirma ser o metodismo “parte da Igreja Universal de Jesus Cristo”. Aponta, ainda, para sermão em que o fundador da igreja, João Wesley, diz: “Se não podemos pensar igual por que não podemos amar igual?”
Os Metodistas Confessantes entendem que a “’unidade visível’ não significa a reunião de todas as igrejas em uma única estrutura eclesiástica nem a adoção de posturas hegemônicas em questões de ritos ou dogmas, mas uma capacidade dialogal típica da que foi defendida por João Wesley.”
Eles confessam a incapacidade de obedecer à decisão do 18o Concílio Geral por causa da “liberdade à qual somos chamados e que em Cristo nos foi outorgada”. No documento encaminhado à Igreja, o grupo informa que muitos pastores e pastoras não assinaram o documento por medo a represálias que ocorrem em algumas Regiões Eclesiásticas da denominação.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 11-08-2010.
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