O papa João Paulo II flagelava-se com freqüência. O segredo foi revelado por mais de uma testemunha e relatado pelo vaticanista do Il Gionarle, Andrea Tornielli, no livro Santo Subito.A reportagem é de José Manuel Vidal e publicado pelo Periodista Digital, 21-11-2009. A tradução é do Cepat.
O vaticanista Andrea Tornielli conta em seu livro Santo súbito que João Paulo II “se flagelava por penitência”. O testemunho é de uma das monjas que mais cuidava do papa, Irmã Tobiana, a superiora da comunidade responsável pelos cuidados do Papa e dos apartamentos papais.
“Com frequência se infligia penitências corporais. Escutávamos-os. Em Castegandolfo, minha habitação estava muito próxima a sua. Se ouvia perfeitamente o som dos golpes quando se flagelava. Porém, fez isso apenas enquanto foi capaz de mover-se por conta própria”, explica a monja.
As penitências corporais a que se submetia Papa Wojtyla são confirmadas por outro testemunho privilegiado, o bispo africano Emery Kabongo, que foi seu secretario por alguns anos. “Fazia penitência de uma maneira especial antes das ordenações episcopais ou sacerdotais. Antes de transmitir os sacramentos aos demais, desejava preparar-se”.
Penitências unidas a uma oração profunda. “Quando rezava – diz o prelado africano – não se distraía com nada e ainda que fosse a coisa mais importante do mundo, nada lhe interrompia. Para ele, a oração vinha em primeiro lugar”.


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